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EMPREENDEDORES DE SUCESSO - GERALDO RUFINO

GERALDO RUFINO

 

Nasceu em novembro de 1958, no interior de Minas Gerais e, aos 4 anos de idade, se mudou com a família para a cidade de São Paulo. Aos 7 anos, após a morte de sua mãe, Geraldo abandonou a escola na 2ª série.

O tino empreendedor começou cedo: aos 9 anos, arrumou um jeito de ganhar dinheiro pegando latinhas em um aterro instalado perto da Favela do Sapé, na zona oeste de São Paulo, onde morava com meu pai e irmãos. O aterro foi desativado e Geraldo teve que encerrar suas atividades.

Entretanto, o dinheiro da venda de latinhas foi investido na criação de um segundo negócio: um campo de futebol na comunidade local. Geraldo pediu autorização à Prefeitura para montar o campo em um terreno que havia no local, comprou traves, uniformes e passou a administrar a locação do espaço e dos uniformes. Entretanto, o negócio não deu certo e ele quebrou pela segunda vez.

Aos 14 anos, foi contratado como office boy no Playcenter, onde trabalhou durante 15 anos. Paralelamente, Geraldo construiu uma frota de carrinhos de madeira, que alugava para outros meninos fazerem carreto nas feiras. Neste mesmo ano, conseguiu comprar um Fusca, seu primeiro carro.

No Playcenter, seus chefes o fizeram voltar à escola e chegou a entrar na faculdade. Porém, por trabalhar 16 horas diárias de segunda a domingo, optou novamente por parar de estudar.

Enquanto trabalhava no Playcenter, Geraldo pensou em criar um pequeno negócio para ter uma maior sensação de segurança. Trocou o Fusca por uma Kombi e deu para seus irmãos fazerem carretos. Dez anos depois, já possuíam dois caminhões que usavam para transportar adubo. Por ironia do destino, em 1985, ambos se envolveram, simultaneamente, em um acidente.

Sem seguro, Rufino teria de amargar o prejuízo. A saída encontrada foi desmontar os caminhões e vender as peças. Ao invés de se desesperar e desistir, ele decidiu que era hora de recomeçar e criar um novo negócio.

Com a venda rápida das peças, ele notou que havia um mercado potencial e criou a JR Diesel, uma empresa especializada em reciclar veículos desse tipo envolvidos em acidentes e comercializar suas peças.

O negócio engrenou, seus irmãos se empolgaram com o dinheiro e perderam o foco: compraram sítio, gado e acabaram quebrando a empresa, que estava em seu nome.

Para saldar as dívidas e limpar o nome, Geraldo deixou, temporariamente, o Playcenter para reorganizar a empresa. Fazendo isso, não teve coragem de vender o negócio e demitir os seis funcionários da época.

Acabou conciliando as duas atividades, até ficar totalmente envolvido na empresa e ter de deixar o emprego. Em 1987, aos 29 anos, Geraldo deixou o cargo de diretor das Playlands instaladas em todo o Brasil.

Em 2000, a JR foi assediada por um grupo americano de concessionárias e o convenceram a abrir uma rede de concessionárias. Segundo Geraldo, outro erro. Devido este erro estratégico, passou por dificuldades e isso fez com que seus dois filhos, Arthur e Guilherme, fossem trabalhar com ele, tendo 17 e 15 anos, respectivamente. Entre 2002 e 2006, trabalharam para recuperar os prejuízos de quase R$ 16 milhões.

Atualmente, Geraldo Rufino comanda cerca de 150 pessoas e sua empresa, a JR Diesel, fechou 2013 faturando R$ 50 milhões, desmontando cerca de 1.000 caminhões por ano e crescendo, em média, 4% ao mês.

 

Artigos:

Conceito de esforço de vendas
Altos e baixos da retoma
Atrair clientes em tempos de crise

Fonte: www.realizacaoempreendedora.com.br

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